12/11/2008

o meu marido enerva-me

Toda a gente que eu conheço, professor ou não, está contra este modelo de avaliação dos professores. Eu, que tenho Mãe professora, tenho a noção ainda mais clara da estupidez deste modelo e não é difícil perceber a razão dos professores.
O meu marido tem Pai e Mãe, professores e todos já lhe deram a explicação sobre o tema e mesmo assim defende a Ministra até quase me meter à beira de um ataque. A sorte dele é que na altura critica da nossa discussão eu lembro-me do que me disse o primeiro Padre com quem fui falar para me poder casar noutra igreja que não a da minha freguesia. O Sr Padre disse e eu não mais me esqueci: "Quando vocês tiverem a discutir e a Ira tomar conta de vós, um de vós perca o orgulho e agarre a mão do outro e reze um Pai Nosso. É remédio Santo."


E é Sr Padre. E é...

17 comentários:

Cunhada Indignada disse...

Tu não tens explicação... mas sim, tens razão. A LUTA CONTINUA, MINISTRA PARA A RUA!!! Vês como os conselhos do Sr. Padre, mais cedo ou mais tarde,dão jeito??? Ah pois é...

Da perna grossa disse...

Caramujo Filipe,

Tu tem-mee mas é juizinho... n perceber nada disto!!! Tu és mais bifes, batatas fritas e ovos estrelados! Vai pra cozinha que lá é que estás bem :)

Cunhado indignado disse...

Não respondo a provocações do Tipo II: (da) família da minha mulher...

Anónimo disse...

Móche ao Caramujoooooooo

Anónimo disse...

Deixa-me advinhar...o teu marido é do benfica!

@ disse...

Quando se mexe com interesses instalados, tende-se neste país a crucificar os responsáveis. Não está em causa este modelo de avaliação. A questão é que qualquer modelo de avaliação não serve.
É a velha prática tão tipicamente nossa. O Guterres era mau, o Durão pior, o Santana ainda pior e o Sócrates nem se fala. Até aposto que o próximo, que ninguém sabe quem é, é o pior de todos.
Se mandasse, acabava com a merda dos sindicatos todos.
Ouvi ontem a ministra pedir desculpas. Pede desculpas por decidir e não adiar, pede desculpas por achar que este é o caminho, por fazer e dar um rumo ao ensino, pede desculpas por não ser intransigente nas suas convicções. Apesar de tudo que apelidam a senhora e da forma terceiro-mundista como foi recebida, por alunos instigados por quem não tem a bravura de a enfrentar e provavelmente se riem, ao verem alunos a protestarem, sem saberem porquê.
Espero que esta ministra fique por muito tempo.
Não é ela que deve mudar. Nós é que devíamos.

Anónimo disse...

Fale por si. E já agora aconselho a informar-se BEM antes de se pronunciar sobre esta situação em particular.

@ disse...

Este espaço, ao possibilitar a colocação de comentários, permite que cada um fale por si. Assim acontece quando se pensa pela própria cabeça e não se assina como anónimo.
Por isso se chama, comentário.

Presumo pelas suas palavras que a minha opinião é contraditória à sua. O que não quer dizer, que esteja mal informado.
Esse pensamento redutor, pode também ser válido para mim, em relação à sua opinião.

Há alguma parte que não tenha entendido?

Lua disse...

Não acredito que o meu amigo @ seja a favor da avaliação no modelo em que está. Porque o meu amigo @ é um gajo justo e o modelo nao tem nada de justo! Independente de todo o resto da avalição, só o pormenor de quem avalia quem, se fosse no teu emprego @ tu tb nao ias achar piadinha nenhuma... Refuta que eu sempre apreciei particularmente esse teu mau feitio....
Mas é a mais pura das verdades...

e inteligente como és tb nao acredito que aches normal 90% da classe em questao estar toda a pensar da mesma forma só porque sim...

entre outras coisas...

Lua disse...

E sim ... infelizmente o meu marido é do Benfica. E o problema é que sei disso desde q o conheço...
Um desgosto só!

Anónimo disse...

Caro @, de facto há uma parte que ainda não entendi... é a diferença entre "Anónimo" e "@"...

@ disse...

Neste espaço, a diferença entre o anónimo e quem assina a sua opinião, mesmo com um símbolo como eu, reside no facto de poder identificar quem deu a opinião. Neste momento não sei se respondendo ao anónimo anterior, estarei a contactar com o anónimo que inicialmente me abordou. Pensei que era de simples dedução. Afinal não era.

Minha querida Ana, esses 90% da classe não correspondem à verdade. Ainda hoje, num dos jornais da TV, estava um representante de uma centena de professores de 55 escolas do distrito de Coimbra a pedir a suspensão deste modelo de avaliação. Ora, uma centena de professores de 55 escolas dá uma média de menos 2 professores por escola. É um exemplo. Há mais exemplos a mostrar que essas contas de 90% da classe, não correspondem à verdade. Além disso, mesmo que esses números fossem certos, o facto de a maioria assim pensar, não me obrigava a pensar da mesma maneira. Isso é um argumento pouco válido.
Ainda não consegui ouvir de nenhum professor, o porquê de não concordar com este modelo de avaliação. Vi sim, na primeira grande manifestação, um repórter inteligente perguntar a alguns manifestantes, afinal porque se manifestava? Resposta concludente: contra a política do governo.

@ disse...

E assim vamos.
Assim vamos, sem ninguém explicar que se trata de um processo evolutivo. Que qualquer forma de avaliação não é perfeita, mas que é essencial. Para o bem do próprio professor e consequentemente do aluno.
Claro que e escrevia isto num outro post, não se trata deste processo de avaliação, mas sim de qualquer um. Seja qual for o modelo criado, vai ser alvo de críticas, ovos e pedradas. Porque existindo um modelo de avaliação, vai implicar o fim das férias na neve em plena época de aulas, vai implicar a rejeição a férias de Verão antecipadas, vai provavelmente colocar um ponto final em 3 meses de férias no Verão, mais 15 dias na Páscoa e outros tantos no Natal. Enfim, vai obrigar a trabalhar.
E os professores que são dedicados e não fazem férias na neve em tempo de aulas?
Também existem e em maioria, espero. Exactamente por isso, é que tem que ser salvaguardados.

Não comparando, apenas para te responder: queres mais severo modelo de avaliação que o que me é aplicado?
Queixo-me? Já viste que não. Pelo contrário.

Anónimo disse...

Porra, nunca pensei poder estar tanto de acordo com o @, eu diria mais, quem como eu está habituado a ser avaliado sem critério nenhum e diariamente, todos os modelos são bons, todos estes problemas vão desaparecer quando se acabar com este estigma do funcionário público do pós 25 de Abril.
Como diria o outro, vai mas é trabalhar...

Professor disse...

"Ora, uma centena de professores de 55 escolas dá uma média de menos 2 professores por escola"

Foram só os representates dos executivos... entre as quais a Mãe da menina que aqui escreve. Nessa reunião nao era para estar o corpo docente. Esses foram a Lisboa e foram mais de 120 000.
Quando ouvirem noticias ouçam bem ... Tal e qual como em Lisboa com o Secretario de Estado... Foram só e apenas os representates do executivo.
E já agora se defendem assim o modelo podem explicar por linhas gerais como funciona?

Anónimo disse...

A avaliação mete medo aos medíocres. Por isso eles são tantos.
Já agora ... a percentagem de professores licenciados já chegou aos 50%?

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Anónimo disse...

A avaliação mete medo aos medíocres. Por isso eles são tantos.
Já agora ... a percentagem de professores licenciados já chegou aos 50%?

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